Era uma tarde comum, dessas que você costuma viver todos os dias.
Não era um dia especial. Não era um momento interessante, porém foi uma tarde marcante.
Foi naquela tarde que conheci o amor.
Eu, sozinha neste mundo, cheia de sonhos e com uma vontade imensa de me apaixonar.
Já tinha vivido tantos momentos tristes, sem perspectiva, sem rumo.
Eu o vi naquela rede social e resolvi dizer “oi”.
Ele respondeu com um outro “oi”.
Depois, foi um tal de “oi” de um lado, “oi” de outro, e tudo se transformou na minha vida.
Eu não via a hora de chegar em casa para receber o “oi” e mandar o meu “oi”.
Você acredita que, apesar de não trocarmos nenhuma outra palavra, apenas um “oi” fez minha vida se transformar?
O sol tinha mais brilho, a lua me parecia tão cheia, tão exuberante; as flores tinham cheiro, tinham cor, tinham formas variadas, e até os passarinhos eu estava ouvindo.
Tudo por causa de um “oi”.
O tempo passou, e o “oi” foi se transformando em “oiiiiii” e depois em “oiiiii... kkkkk”.
Foi assim, nesse ritmo, que a minha vida se transformou.
Eu me apaixonei por causa de um “oi”, e não houve outra coisa além disso.
Não houve encontro, não houve ligação de telefone, nem mensagens no WhatsApp.
Antes que eu me esqueça: a paixão foi minha, a alegria era minha, a vida transformada foi minha.
Quem sabe, se naquela época eu fosse mais corajosa, teria conhecido meu amor platônico pessoalmente.
Não sei se era comprometido, se era estudado, se tinha dinheiro...
Apenas me apaixonei.
E você, já sentiu paixão platônica?
Me conta, quero escrever mais sobre isso.
OBS: Nem tudo é verdadeiro, nem tudo é falso, porém quando o sentimento transborda no peito e corre para as mãos, digitando esses sentimentos, tudo fica verdadeiro, tudo fica real. É assim a vida do escritor. É assim que vejo cada um dos escritores do Recanto das Letras. ( PoderRosa).